Blog

  • Mini PC Piston V: Ryzen AI 9 365 por 589 Dólares em Campanha

    O mini PC Piston V entrou em financiamento coletivo a US$ 589 na faixa atual, com Ryzen AI 9 365, 16 GB de DDR5-5600 em SO-DIMM, SSD de 500 GB, duas portas de rede 2.5GbE e Wi-Fi 7. A entrega estimada é janeiro de 2027, o que torna a compra uma aposta e não uma aquisição.

    Campanha noticiada em 25 de agosto de 2026 pelo VideoCardz, com base na página oficial da Piston.

    O que vem no Piston V?

    A configuração base traz o Ryzen AI 9 365, 16 GB de DDR5-5600, SSD de 500 GB em PCIe 4.0 e fonte de 120 W. A campanha oferece opções até 64 GB de memória e 4 TB de armazenamento. O aparelho tem ainda uma tela circular sensível ao toque de 4 polegadas na frente e sai preparado para Windows e para um ambiente Linux de jogos no estilo SteamOS.

    Faixa da campanhaPreçoSituação
    Primeiros 300 apoiadoresUS$ 559esgotado
    Early Bird atualUS$ 589limitado
    Preço padrão da campanhaUS$ 679disponível
    Preço sugerido de varejoUS$ 799após a campanha

    Por que a ficha é boa para servidor caseiro?

    Por três motivos concretos. O primeiro são as duas portas 2.5GbE: com duas placas de rede você monta firewall virtualizado, tipo OPNsense ou pfSense, com uma porta para a internet e outra para a rede interna. Com uma porta só isso vira gambiarra de VLAN.

    O segundo é a memória em SO-DIMM, aquele pente pequeno de notebook. Muito mini PC barato vem com memória soldada, e memória soldada significa teto fixo para sempre. Em Proxmox, memória é o recurso que acaba primeiro, sempre antes do processador, então poder subir para 32 ou 64 GB depois é o que dá vida longa à máquina.

    O terceiro é o processador. O Ryzen AI 9 365 é um chip de notebook com bastante núcleo e consumo baixo, perfil certo para máquina que fica ligada 24 horas por dia. Em servidor caseiro, watt pesa tanto quanto desempenho, porque você paga a conta todo mês.

    Servidor caseiro montado com hardware acessível é assunto recorrente no canal Rica Tech Zone, com Proxmox rodando em máquina de verdade na bancada. Vem ver como isso funciona na prática antes de decidir onde colocar o seu dinheiro.

    Qual é o problema do Piston V?

    O prazo. Estamos em agosto de 2026 e a entrega estimada é janeiro de 2027. É dinheiro saindo hoje para um produto chegar muito depois, num mercado de componentes que muda de preço toda semana.

    Financiamento coletivo não é compra. Você não adquire um produto, você financia uma tentativa de fabricá-lo, sem prazo garantido e sem a mesma proteção de uma compra em loja. E o agravante é a crise de memória: kits de DDR5 subiram perto de 500% em doze meses, e fabricante pequeno, sem contrato de volume com Samsung ou SK Hynix, é quem mais sofre com isso.

    Se o custo continuar subindo até lá, o projeto atrasa, corta especificação ou não entrega. Há também o que faltou na ficha: o OCuLink, que seria a porta para placa de vídeo externa e o item mais útil aqui, está listado como meta a ser atingida e pode não existir. Não há gerenciamento remoto independente, tipo IPMI, e a tela circular na frente não serve para nada num servidor que fica dentro do armário.

    O que fazer no lugar disso no Brasil?

    Para quem quer montar servidor caseiro agora, o caminho continua sendo a máquina corporativa usada. Um Lenovo ThinkCentre ou um Dell OptiPlex de geração recente sai por uma fração desse valor, chega em uma semana, já vem com memória e disco e tem peça de reposição em qualquer lugar.

    Se faltar a segunda placa de rede, um adaptador USB de 2.5GbE resolve por pouco dinheiro. Servidor caseiro você quer rodando, não na fila de uma campanha.

    Perguntas frequentes

    Vale a pena apoiar hardware em financiamento coletivo?

    É uma aposta, não uma compra. Você não tem prazo garantido nem a proteção de uma aquisição em loja, e o caminho de reembolso costuma ser complicado se o projeto não sair. Em ano de componente caro e volátil, o risco fica maior ainda.

    Por que memória soldada é ruim em mini PC?

    Porque define um teto permanente. Se a máquina vem com 16 GB soldados, ela morre com 16 GB. Em virtualização, memória é o recurso que esgota primeiro, então a possibilidade de trocar os pentes é o que determina por quantos anos aquele hardware continua útil.

    Duas portas de rede fazem tanta diferença assim?

    Fazem, se o plano inclui firewall ou roteador virtualizado. Com duas interfaces físicas você separa a rede externa da interna de forma limpa. Com uma só, é preciso recorrer a VLAN e a um switch gerenciável, o que aumenta a complexidade e o ponto de falha.

    O Piston V serve para jogos?

    Ele tem Radeon integrada e sai preparado para Windows e para um ambiente Linux de jogos. Roda título leve e emulação bem, mas a parte gráfica é bem menor que a de consoles de PC dedicados. Comprar pensando em jogo pesado é esperar demais dele.

    Se você quer montar seu primeiro servidor caseiro sem apostar, passa no Rica Tech Zone no YouTube. Lá a gente monta com máquina usada, mostra o consumo real e conta o que deu errado também. Um abraço, e até a próxima. Rica.

  • RTX 5060 Ti 16 GB Single Slot: INNO3D Lança Modelo de 20 mm

    A INNO3D listou a GeForce RTX 5060 Ti 16GB PRO, primeira RTX 5060 Ti realmente de slot único, com 265 x 111 x 20 mm e cooler blower. A placa mantém a especificação padrão: 4.608 núcleos CUDA, 16 GB de GDDR7 a 28 Gbps e 180 W por um conector de 8 pinos.

    Lançamento registrado em 25 de agosto de 2026 pelo VideoCardz, a partir da página oficial do produto na INNO3D.

    O que faz essa RTX 5060 Ti ser diferente?

    A espessura. Um slot de expansão tem cerca de 20 mm de passo, e a placa mede exatamente 20 mm. Ela é single slot de verdade, não daquelas que se anunciam assim e na prática invadem meio slot do vizinho.

    O resfriamento é do tipo blower, com turbina que puxa o ar por dentro e expulsa tudo pela tampa traseira. É mais barulhento que um cooler de duas ventoinhas, mas em gabinete apertado é justamente o que você quer, porque o calor sai em vez de cozinhar o processador ao lado.

    EspecificaçãoRTX 5060 Ti 16GB PRO
    Dimensões265 x 111 x 20 mm
    Núcleos CUDA4.608
    Clock base e turbo2.407 MHz e 2.572 MHz
    Memória16 GB GDDR7 a 28 Gbps
    Barramento e banda128 bits, 448 GB/s
    Consumo e conector180 W, um de 8 pinos
    Fonte recomendada650 W

    Note que não há overclock de fábrica. Os clocks são os de referência da RTX 5060 Ti, o que faz sentido num cooler tão fino.

    Para quem essa placa faz sentido?

    Para quem usa máquina corporativa usada. Dell OptiPlex, Lenovo ThinkCentre e HP EliteDesk em formato compacto costumam ter espaço para um slot só, e historicamente quem estava nessa situação ficava preso a placa de entrada com 4 ou 6 GB.

    Faz sentido também para servidor caseiro, onde 16 GB de memória de vídeo valem mais que força bruta na hora de transcodificar vídeo ou rodar modelo de linguagem local. E para quem precisa de duas placas onde não cabia nem uma de dois slots.

    Para quem tem gabinete torre com espaço sobrando, não faz sentido. A versão comum, de duas ventoinhas, é mais silenciosa e quase certamente mais barata, porque modelo de nicho costuma custar acima do comum.

    É esse tipo de máquina, PC de escritório usado ganhando vida nova, que a gente monta na bancada no canal Rica Tech Zone. Vem ver como isso funciona na prática, com preço e limitação na tela.

    O que checar antes de instalar essa placa?

    Cinco itens, e cada um deles já fez gente perder dinheiro. Primeiro, a potência da fonte: máquina corporativa pequena costuma vir com 240 W, 280 W ou 300 W, e a INNO3D recomenda 650 W de sistema. Segundo, se a fonte tem conector PCI Express de 8 pinos ou se você vai depender de adaptador.

    Terceiro, se a fonte é de tamanho padrão ou proprietária, porque muita máquina de escritório usa formato que não aceita fonte comum. Quarto, o comprimento livre no gabinete, já que 265 mm não é curto.

    Quinto, e esse pega quase todo mundo: slot único não é a mesma coisa que perfil baixo. São medidas diferentes. Essa placa é fina, mas tem 111 mm de altura, o que é full profile e não cabe em gabinete que só aceita low profile.

    E o preço?

    Aqui está o porém principal. A RTX 5060 Ti de 16 GB foi lançada com preço sugerido de US$ 429 e já foi vista passando de US$ 780 no varejo americano, empurrada pela crise de memória. Modelo especial, com engenharia térmica diferente e público pequeno, tende a custar acima do comum.

    Com o dólar a R$ 5,1625 na PTAX de 24 de agosto, mais imposto e margem, dá para imaginar onde isso cai por aqui. Ela é interessante pelo formato, não pelo preço, e essa distinção precisa ficar clara.

    Perguntas frequentes

    Slot único é a mesma coisa que perfil baixo?

    Não. Slot único diz respeito à espessura da placa, cerca de 20 mm. Perfil baixo diz respeito à altura, algo em torno de 69 mm. Esta RTX 5060 Ti é fina, mas tem 111 mm de altura, então é full profile e não serve para gabinete que exige placa low profile.

    Cooler blower é ruim?

    Depende do caso. Ele é mais barulhento porque a turbina precisa girar rápido para dissipar 180 W num volume pequeno. Em compensação, expulsa o ar quente para fora do gabinete em vez de espalhar dentro, o que é exatamente o comportamento desejado em máquina compacta.

    Uma fonte de 300 W aguenta essa placa?

    Não com segurança. A placa consome 180 W sozinha e a fabricante recomenda 650 W de sistema. Mesmo desconsiderando margem, sobrariam poucos watts para processador, discos e ventoinhas. Trocar a fonte costuma ser obrigatório, e aí entra a questão do formato proprietário.

    16 GB de VRAM fazem diferença mesmo?

    Fazem, e há evidência recente disso. Um mod brasileiro que dobrou a memória de uma RTX 2080 SUPER de 8 para 16 GB registrou 28% mais FPS em cena que estourava a capacidade original, com o mesmo chip gráfico. Capacidade de memória é o que separa placa que envelhece bem de placa que engasga.

    Se você monta PC com peça usada e gabinete apertado, dá uma passada no Rica Tech Zone no YouTube. Lá a gente mede, testa e fala o preço real, com os defeitos incluídos. Um abraço, e até a próxima. Rica.

  • DLSS 4.5 Ray Reconstruction Chega a Todas as GeForce RTX

    A NVIDIA liberou o DLSS 4.5 Ray Reconstruction para todas as placas GeForce RTX, incluindo a série 20 lançada em 2018. A atualização traz um modelo transformer de segunda geração, com 20% mais parâmetros e 35% mais capacidade de cálculo, sem elevar o requisito de hardware e sem custo relevante de desempenho.

    Liberação anunciada em 25 de agosto de 2026 pela NVIDIA e analisada pelo TechPowerUp.

    O que o Ray Reconstruction faz de verdade?

    Quando um jogo usa ray tracing ou path tracing, ele dispara raios de luz virtuais para calcular a iluminação. Disparar raios suficientes para a imagem sair limpa é caro demais, então o jogo dispara poucos e a imagem fica cheia de ruído, parecida com foto tirada no escuro.

    Entra aí o denoiser, o programa que limpa esse ruído. O tradicional é escrito na mão pelos programadores, com regras fixas, e deixa rastro: borrão fantasma atrás de objeto em movimento, reflexo que demora para atualizar, partícula arrastando.

    O Ray Reconstruction troca esse denoiser por uma rede neural treinada em supercomputador, que trabalha junto com o upscaling no mesmo modelo. O resultado é iluminação mais próxima do correto, reflexo mais estável e menos fantasma.

    Quais placas recebem o DLSS 4.5 Ray Reconstruction?

    Todas as GeForce RTX, da série 20 em diante, usando os núcleos tensores que essas placas já têm. Isso é incomum, porque o restante do pacote DLSS 4.5 tem recorte por geração.

    Recurso do DLSS 4.5Placas compatíveis
    Ray Reconstruction, 2ª geraçãoRTX 20, 30, 40 e 50
    Super Resolution, 2ª geraçãoRTX 20, 30, 40 e 50
    Frame GenerationRTX 40 e 50
    Multi Frame Generation e Dynamic MFGapenas RTX 50

    Segundo o teste do TechPowerUp, o modelo novo troca o antigo Preset D pelo Preset F e não aumentou nenhum requisito de hardware. O custo de desempenho é praticamente nulo: você liga e ganha qualidade, sem pagar em quadros.

    Como ativar o Preset F na sua placa?

    Atualize o driver, abra o NVIDIA App, que substituiu o GeForce Experience, e vá na aba de gráficos. Procure a opção DLSS Override e Model Presets e escolha o preset novo. Se você já mexia nisso com ferramenta externa, o que você quer agora é o Preset F, não mais o D.

    Dá para forçar o modelo mesmo em jogo que ainda não recebeu atualização. No lançamento são 27 jogos com integração direta, entre eles Cyberpunk 2077, Resident Evil Requiem, Alan Wake 2, DOOM The Dark Ages, Hogwarts Legacy e Indiana Jones and the Great Circle.

    No canal Rica Tech Zone a gente testa esse tipo de ajuste em placa que a galera tem de verdade em casa, incluindo geração antiga, com número na tela. Vem ver como isso funciona na prática.

    O que isso significa para quem monta PC no Brasil?

    Significa muito, e por um motivo de bolso. A memória subiu perto de 500% em doze meses e puxou o preço das placas de vídeo junto. Com o dólar a R$ 5,1625 na PTAX de 24 de agosto, trocar de placa hoje é decisão de milhares de reais.

    Nesse cenário, valor entregue por software vira o único upgrade acessível que existe. Uma melhoria que chega de graça por driver, numa placa que você pagou anos atrás, é a única forma de o seu hardware ficar melhor sem você gastar nada.

    E tem o porém, que não fica no rodapé: isso só vale em jogo com ray tracing ou path tracing ligado, exige o DLSS Super Resolution ativo e não transforma 20 quadros em 60. Uma RTX 2060 continua sendo uma RTX 2060, só que com imagem melhor no que ela já conseguia rodar.

    Perguntas frequentes

    Preciso de RTX 50 para usar o Ray Reconstruction?

    Não. Ele funciona em qualquer GeForce RTX, incluindo RTX 2060 e RTX 2070. O recorte por geração existe apenas na geração de quadros: Frame Generation pede RTX 40 ou superior e Multi Frame Generation é exclusivo da RTX 50.

    O DLSS 4.5 Ray Reconstruction reduz o FPS?

    Segundo o teste do TechPowerUp, o impacto é praticamente nulo. O modelo de segunda geração é mais pesado no papel, mas roda nos núcleos tensores que ficam ociosos durante a renderização, então o custo em quadros não é perceptível na maioria dos casos.

    Funciona em jogo sem ray tracing?

    Não. O Ray Reconstruction substitui o denoiser de cenas com raios traçados. Em jogo sem ray tracing ou path tracing não há ruído para reconstruir, então o recurso não faz efeito algum. Quem joga competitivo com tudo no baixo não vai notar diferença.

    Qual a diferença entre o Preset D e o Preset F?

    O Preset D é o Ray Reconstruction do DLSS 4, com modelo transformer de primeira geração. O Preset F é o novo, de segunda geração, com 20% mais parâmetros e 35% mais capacidade de cálculo. Ambos rodam nas mesmas placas.

    Se você quer aproveitar melhor o hardware que já tem antes de gastar, dá uma passada no Rica Tech Zone no YouTube. Lá a gente fala de custo-benefício de verdade, com peça usada, plataforma antiga e teste na bancada. Um abraço, e até a próxima. Rica.

  • RTX 2080 SUPER Ganha 16 GB de VRAM em Mod Feito no Brasil

    Uma equipe brasileira liderada pelo modder Paulo Gomes dobrou a memória de uma GALAX RTX 2080 SUPER HOF de 8 GB para 16 GB, trocando os oito chips Samsung GDDR6 por módulos de 2 GB. Em Resident Evil Requiem, o desempenho subiu de 24 a 26 FPS para 32 a 34 FPS, ganho de cerca de 28%.

    Modificação divulgada em 24 de agosto de 2026 pelo VideoCardz e confirmada pelo TweakTown.

    Como foi feita a modificação de VRAM na RTX 2080 SUPER?

    A equipe dessoldou os oito chips originais de 1 GB e soldou no lugar oito chips de 2 GB, chegando aos 16 GB. Depois disso ajustou o memory strap, que é a tabela de temporização gravada na BIOS e diz ao chip gráfico como conversar com aquela memória. Sem esse ajuste a placa nem dá vídeo.

    A equipe afirma não ter encontrado outro registro desse mesmo mod de 16 GB feito numa RTX 2080 SUPER. O processador gráfico continua sendo o mesmo TU104, com os mesmos núcleos e a mesma largura de banda.

    Qual foi o ganho real de desempenho?

    O teste rodou Resident Evil Requiem com quase tudo no máximo, sem upscaling e sem geração de quadros, numa cena escolhida de propósito para estourar os 8 GB originais.

    ConfiguraçãoVRAM alocadaFPS medido
    RTX 2080 SUPER original, 8 GB8 GB, no teto24 a 26
    RTX 2080 SUPER modificada, 16 GBcerca de 11 GB32 a 34

    O próprio VideoCardz faz a ressalva importante: esse é um cenário limitado por memória de propósito. Em jogo que já cabe dentro de 8 GB, o mesmo mod não entrega ganho nenhum.

    Por que faltar VRAM derruba tanto o desempenho?

    Quando o jogo precisa de mais memória de vídeo do que a placa tem, ele não trava. Ele passa a guardar parte dos dados na memória RAM do sistema e busca essas informações atravessando o barramento PCI Express toda vez que precisa.

    Pensa assim: a memória da placa é a prateleira ao lado do trabalhador e a RAM do sistema é o depósito do outro lado da cidade. Enquanto tudo cabe na prateleira o trabalho flui. Quando não cabe, o cara perde tempo no caminho. Ele não ficou mais lento, ele passou a esperar.

    Foi isso que o mod resolveu. Dobrando a prateleira, o jogo parou de atravessar a cidade a cada textura que faltava.

    Esse tipo de diagnóstico é o que a gente faz na bancada, vídeo por vídeo, no canal Rica Tech Zone, com placa usada, plataforma antiga e teste na tela. Vem ver como isso funciona na prática.

    Dá para fazer esse mod na minha placa?

    Tecnicamente sim, na prática quase nunca compensa, e aqui vai a parte honesta. É solda de componente BGA, com centenas de contatos embaixo do chip e nenhuma perna exposta. Exige estação de retrabalho com ar quente, estêncil, pasta e prática de verdade.

    Além disso, nem toda placa aceita. O ajuste de memory strap depende de a BIOS ter suporte àquela densidade de chip, e em muitos modelos simplesmente não tem. Some a isso o preço do GDDR6 no meio da crise de memória e a perda de garantia, e a conta raramente fecha.

    O valor da notícia não é a receita de bolo. É a prova, com número medido, de que boa parte do que a indústria vende como obsolescência de placa antiga é falta de memória, não falta de força.

    Perguntas frequentes

    Quantos gigas de VRAM são suficientes em 2026?

    Para Full HD com textura no alto em jogo pesado atual, 8 GB está no limite, 12 GB é confortável e 16 GB dá tranquilidade por alguns anos. Com o preço de placa de vídeo no Brasil hoje, comprar 8 GB é comprar uma peça que já nasce com prazo de validade curto.

    Como sei se a minha placa está sem VRAM?

    Abra um monitoramento durante o jogo e observe a alocação de memória de vídeo. Se ela fica colada no teto e o desempenho oscila em engasgos, o gargalo é capacidade, não força bruta. Baixar um degrau de textura costuma resolver sem gastar nada.

    O mod deixa a placa mais rápida em tudo?

    Não. O chip gráfico, os núcleos e a largura de banda continuam iguais. O ganho aparece apenas quando o jogo excede a capacidade original de memória. Em cenários que cabem em 8 GB, o resultado é o mesmo de antes.

    Existe risco de danificar a placa?

    Sim, e alto. Dessoldar oito chips BGA e soldar novos exige equipamento e experiência. Um erro de temperatura ou de alinhamento inutiliza a placa, e não existe garantia depois de aberta. Não é procedimento para bancada caseira.

    Vale mais a pena modificar ou comprar uma placa usada maior?

    Na maioria dos casos, comprar usado sai melhor. Somando chips de memória a preço de 2026, mão de obra especializada e o risco de perder a placa, o custo do mod se aproxima ou ultrapassa a diferença para um modelo com mais memória já de fábrica.

    Se você gosta de hardware antigo bem aproveitado, passa no Rica Tech Zone no YouTube. Lá a gente testa peça usada, monta máquina de custo-benefício e mostra o preço real, com defeito e tudo. Um abraço, e até a próxima. Rica.

  • RTX 5090: PC Completo Sai Mais Barato que a Placa Sozinha

    Um PC completo da HP com GeForce RTX 5090 sai por US$ 4.709,99, enquanto a placa avulsa mais barata no varejo americano, a ASUS ROG Astral RTX 5090 OC, custa US$ 4.829,99. O computador inteiro é US$ 120 mais barato que a peça sozinha.

    Fato registrado em 25 de agosto de 2026 pelo VideoCardz, com base em preços da HP, da loja oficial da ASUS nos Estados Unidos e do PCPartPicker.

    Como um PC inteiro pode custar menos que a placa de vídeo?

    A configuração do HP OMEN MAX 45L traz Ryzen 7 9700X, 32 GB de DDR5-6000, SSD de 1 TB PCIe 4.0, placa-mãe, fonte, refrigeração, gabinete e Windows 11 licenciado, mais a RTX 5090, por US$ 4.709,99.

    A explicação está na cadeia de compra. Fabricante grande de PC pronto fecha contrato de volume com meses de antecedência e trava preço de componente, enquanto a loja que vende placa avulsa compra no preço de hoje. Não é generosidade da HP, é atraso na fila: quando o estoque contratado acabar, o pré-montado sobe também.

    ItemPreço de lançamentoPreço em 25/08/2026
    RTX 5090 Founders EditionUS$ 1.999fora de estoque
    ASUS ROG Astral RTX 5090 OCUS$ 2.799,99US$ 4.829,99
    HP OMEN MAX 45L com RTX 5090não aplicávelUS$ 4.709,99

    Por que a RTX 5090 subiu mais de 100% desde o lançamento?

    A causa não é o chip gráfico, é a memória. O mundo atravessa uma escassez de DRAM e de NAND puxada pelos data centers de inteligência artificial: Samsung, SK Hynix e Micron redirecionaram capacidade para memória de alta largura de banda, e a sobra para o consumidor encolheu.

    O Tom’s Hardware mediu em agosto de 2026 que um kit de DDR5-5600 de 64 GB passou de US$ 191 para US$ 1.118 em doze meses, alta de 485%. O DDR4 subiu entre 120% e 180% no mesmo período.

    A RTX 5090 carrega 32 GB de GDDR7. Quando a memória triplica, o custo da placa vai junto. A NVIDIA já repassou aumento aos parceiros mais de uma vez neste ano, e o último atingiu a linha toda.

    O que isso muda para quem monta PC no Brasil?

    Com o dólar a R$ 5,1625 na PTAX de 24 de agosto, aquela placa passa de R$ 24 mil só em produto, antes de imposto, frete e margem. Não é conversa para o público de custo-benefício.

    Mas o raciocínio por trás dela vale muito: em crise de memória, comprar peça avulsa no varejo virou o pior negócio da mesa, porque o varejo é o primeiro a sentir o repasse.

    A versão brasileira dessa lógica é a máquina corporativa usada. Um Dell OptiPlex ou um Lenovo ThinkCentre que saiu de empresa em renovação de parque entrega processador, memória, fonte, gabinete e licença de Windows por um valor que hoje muitas vezes empata com o preço dos pentes de memória avulsos.

    Faz a conta, gente: compare o preço de um kit de 32 GB de DDR4 numa loja brasileira com o de uma máquina usada que já venha com esses 32 GB e um SSD. É o mesmo fenômeno da RTX 5090, na nossa escala.

    É exatamente esse tipo de conta que a gente faz vídeo por vídeo no canal Rica Tech Zone, montando máquina de verdade na bancada com plataforma Xeon e hardware corporativo reaproveitado. Vem ver como isso funciona na prática, com preço na tela.

    Vale a pena comprar PC pronto por causa disso?

    Depende, e aqui entra o porém. PC pronto vem com fonte e refrigeração dimensionadas para aquele conjunto exato, e às vezes com placa de vídeo em desenho próprio do fabricante, o que limita upgrade grande depois.

    O mesmo alerta vale para a máquina corporativa usada aqui. Tem modelo que não aceita placa de dois slots e tem fonte de 240 W que não alimenta nada. Confere modelo por modelo antes de comprar, tá?

    Perguntas frequentes

    A RTX 5090 vai baixar de preço em 2026?

    Não há indicação disso. A alta é puxada pela escassez de memória, e analistas projetam pressão sobre DRAM e NAND até pelo menos 2027. Enquanto a capacidade de fábrica estiver comprometida com data centers de IA, a tendência é de preço alto.

    Comprar PC pronto é sempre mais barato agora?

    Não é regra. A vantagem existe enquanto o fabricante ainda vende estoque comprado a custo antigo. Vale comparar caso a caso, somando o valor de cada componente separado e conferindo se a fonte e o gabinete permitem o upgrade que você pretende fazer depois.

    Por que a memória encareceu tanto?

    A demanda por infraestrutura de inteligência artificial consumiu a capacidade das fábricas de memória. Os três grandes fabricantes redirecionaram produção para módulos de servidor e memória de alta largura de banda, deixando menos volume para o mercado de consumo. O resultado foi alta de até 485% em kits DDR5 em doze meses.

    O que comprar no Brasil enquanto os preços estão assim?

    Máquina corporativa usada com memória e disco já inclusos costuma ser o melhor custo por real gasto neste momento. Antes de fechar, confira a potência e o formato da fonte, o espaço interno do gabinete e quantos slots de expansão estão livres.

    Se você curte esse tipo de análise com número na mesa, dá uma passada no Rica Tech Zone no YouTube. Lá a gente testa hardware de custo-benefício na bancada, monta máquina com peça usada e fala o preço real, com os defeitos incluídos. Um abraço, e até a próxima. Rica.